Autores: Vera Lúcia Steiner; Jhon Wesley Leite Uchoa; Jéssica Talia Barcelos e Gabriele Euzébio de Brito Noronha
Escrito por: Vera Lúcia Steiner, Jhon Wesley Leite Uchoa, Jéssica Talia Barcelos, Gabriele Euzébio de Brito Noronha, Denise Papke Guske, Fernanda Furlan Giotti, Geovana Paraíba Brum, Isabel Santos de Oliveira, Jaqueline Rodrigues de Oliveira, Jéssica Talia Barcelos, Maria Eduarda Assunção Varela, Paulyne Jappe Dorneles, Roberto Ramos de Lemos, Talissa Truccolo Reato
Revisão ortográfica: Carlos Giovani Castillo
Direção artística, diagramação, logo design, capa e edição: Érico Lang
190 páginas
ISBN: 978-65-83736-45-1 (físico) - Versão 1.0.1
ISBN: 978-65-83736-46-8 (livro eletrônico - PDF) - Versão 1.0.1
DOI https://doi.org/10.29327/5777064 - Esse endereço web.
Ano de publicação: 2026
Editora Biosfera.
Sinopse:
Há épocas em que o progresso caminha de mãos dadas com o esquecimento. Esquecem-se dos limites, esquecem-se dos territórios, esquecem-se das pessoas. A história do desenvolvimento moderno — e, com ela, a história do turismo, da economia e do próprio Direito — foi muitas vezes escrita como se a natureza fosse um pano de fundo silencioso, sempre disponível, sempre resiliente, sempre capaz de absorver os excessos humanos. Este livro nasce justamente quando esse silêncio se rompe.
As mudanças climáticas não são um evento isolado nem um acidente estatístico: são a linguagem com a qual a Terra responde a décadas de escolhas políticas, jurídicas e econômicas que privilegiaram o crescimento sem governança, o lucro sem responsabilidade e a exploração sem reciprocidade. No campo do turismo, essa resposta é ainda mais visível, pois se trata de uma atividade profundamente dependente da integridade dos territórios, da estabilidade dos ecossistemas e da vitalidade das comunidades locais. Quando rios transbordam, encostas cedem e paisagens se transformam em zonas de risco, não é apenas o turismo que entra em colapso — é o próprio modelo de desenvolvimento que revela suas fissuras.
A ideia de sustentabilidade, tantas vezes esvaziada pelo uso retórico, recupera aqui sua densidade normativa e política. Sustentar não é apenas conservar; é garantir condições de continuidade digna da vida — humana e não humana — no tempo. Sob essa perspectiva, o turismo deixa de ser mero produto de consumo e passa a ser compreendido como prática territorial, social e jurídica. Uma prática que exige planejamento, participação comunitária, respeito aos limites ecológicos e estruturas de governança capazes de antecipar riscos, distribuir responsabilidades e assegurar transparência.
As práticas de ESG, frequentemente tratadas como instrumentos voluntários ou estratégias reputacionais, são tensionadas ao longo dos textos que compõem esta obra. Aqui, elas são analisadas não como substitutas do Direito, mas como espaços de interseção entre normatividade jurídica, ética empresarial e políticas públicas. O pilar da governança emerge como eixo central: sem instituições fortes, sem regras claras e sem mecanismos de controle, não há sustentabilidade possível — apenas promessas frágeis diante de eventos extremos cada vez mais frequentes.